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27.11.03

Valsa

Getty Images

Rafiza Ribeiro | 13:45 |


Quando eu era pequeno, não acreditava em beijo de cinema. Achava que eles não podiam estar se beijando de verdade, nos filmes de censura livre. Aquilo era um truque. Me contaram que usavam um plástico, que a gente não via, entre uma boca e outra. Isso no tempo em que as pessoas só se beijavam de boca fechada, pelo menos no cinema americano. Não sei quem me deu essa informação. Alguém ainda mais confuso do que eu.

Da crônica Boca aberta, de Luis Fernando Veríssimo.

***

Ri muito ao ler essa crônica. Eu também acreditava na mesma coisa. Bem Mundo de Bobby. Mesmo.

Rafiza Ribeiro | 13:38 |


22.11.03

O lápis do carpinteiro (trecho)

E lhe ensinava coisas. Por exemplo, que o mais difícil de pintar era a neve. E o mar, e os campos. (...) Os esquimós, disse-lhe o pintor, distinguem até quarenta cores na neve, quarenta espécies de brancura. Por isso, os que melhor pintam o mar, os campos e a neve são as crianças. Porque a neve pode ser verde e o campo branquear como os cabelos de um velho camponês.

De Manuel Rivas

Rafiza Ribeiro | 10:36 |


17.11.03

Alistamento


De Caco Galhardo

Rafiza Ribeiro | 10:36 |


Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso, viver não é preciso".

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

Fernando Pessoa

Rafiza Ribeiro | 10:35 |


16.11.03

Voltei...

Rafiza Ribeiro | 18:34 |